domingo, 8 de agosto de 2010

O amor do poeta

Talvez muitos não saibam, mas o conhecido, respeitado e amado poeta Ferreira Gullar, marxista convicto, um dia escreveu uma crônica sobre todos os animais que passaram pela sua vida que terminava assim:
"Mas o mais meigo e carinhoso foi um gato chamado Gatinho, meu companheirinho por mais de 16 anos; que, quando se foi, levou com ele a alegria da casa."
Agora, cerca de 4 anos depois da morte de Gatinho (a quem dedicou um livro de poesias), declamou, entre outros poemas, para a plateia da Festa Literária de Paraty:

Gatinho, sabe quanto dura uma estrela?
Dura bilhões de anos.
Mas eu não quero saber quanto dura uma estrela, Gatinho.
Quero saber quanto dura você.

O amor tem muitas formas: pode ser pela humanidade, por uma classe, por uma mulher ou um homem. E pode ser por um animal. Os amores não se excluem, se complementam.

Mirian Chrystus

Um comentário:

Sirena disse...

Lindo o texto! É verdade, os amores se complementam. Só tendo um gato para saber o quão cativantes eles são.

Mailce